quinta-feira, 28 de abril de 2011

A memória se vai, mas o conforto permanece

Projeto de arquiteta cria ambientes adaptados e mais agradáveis nas casas de pacientes que sofrem de Alzheimer. Objetivo é tornar a residência um local seguro e mais aconchegante para quem tem a doença.

Publicado no Jornal Gazeta do Povo em 28/04/2011 | Vanessa Prateano

De repente, o local onde se viveu durante tantos anos, e onde se construíram tantas histórias, passa a ser um espaço desconhecido. O cantinho da leitura, o local onde o neto deu os primeiros passos, a varanda onde se passavam as tardes já não têm significado. Para o portador da Doença de Alzheimer, que atinge cerca de 2 milhões de brasileiros, a diferença entre casa e lar muitas vezes não existe, dependendo do estágio do mal.
Isso não significa, no entanto, que o conforto não seja importante, ou que a casa precise se assemelhar a um hospital. A visão de que o espaço onde o doente vive é fundamental para o seu bem-estar foi o que motivou a arquiteta Simone Mussi de Oliveira a elaborar um projeto que prevê adaptações nesse ambiente para o paciente e sua família.
A experiência pessoal foi decisiva na escolha do tema, apresentado na conclusão do curso de pós-graduação no Centro de Educação Profissional de Design, Artes e Profissões (Cepdap). O pai de Si­­mone, Norberto, de 70 anos, foi diag­nosticado com a doença há cinco, e a arquiteta, tendo como base o apartamento onde os pais vi­­vem, pensou em uma série de transformações para melhor acomodá-lo. Muitas das intervenções levam em conta as necessidades de pessoas idosas em geral – que podem exigir até a reforma da casa. Já as necessárias para dar conforto ao portador de Alzheimer, que não necessariamente tem dificuldades de locomoção (a depender do estágio da doença), apostam basicamente no estímulo dos sentidos e em sinalizações.

Orientação
A primeira providência tomada pela família foi concentrar as adaptações aos espaços mais utilizados por Norberto, como o quarto, banheiro e corredores, e a partir daí criar estratégias para orientá-lo dentro de casa e fazê-lo se sentir seguro.
“A orientação é muito importante. Se o paciente se sente perdido, tende a ter mudanças de comportamento e ficar agressivo. Por isso deixamos tudo como estava antes de ele ter a doença”, conta Simone. O projeto manteve a maior parte dos móveis no lugar, e só retirou do espaço os que obstruíam a circulação ou ofereciam riscos. “O layout permaneceu o mesmo”.
Enquanto o pai ia perdendo a memória, ela também se valeu das cores para ajudá-lo a reconhecer cada cômodo. Assim, cada espaço ganhou uma cor diferente, e é por meio dela que a família se refere a eles. “Para o paciente com Alzhei­mer, é mais fácil reconhecer os cômodos pela cor do que pela função”, afirma Simone. “E, na escolha, optei pe­­los tons frios em locais onde é necessário que ele fique calmo, co­­mo banheiro e quarto, e tons quentes onde ele precisa ser estimulado, como a área de lazer”. Ho­­je, as cores são muito utilizadas pe­­la medicina para promover o bem-estar de pacientes.

Estímulos
Além das adaptações em casa, o estímulo do paciente para atividades cognitivas deve ser outra preocupação da família. De acordo com o neurologista do Hospital Pilar Luiz Carlos Benthien, que também é geriatra e gerontólogo, mesmo que a doença seja incurável e progressiva (entre a fase pré-clínica e o estágio severo levam-se em média dez anos), o estímulo continuado do cérebro é fundamental para dar qualidade de vida ao doente, e pode em muitos casos, ao lado da medicação, impedir que a passagem de um estágio para outro se acelere.
Ao contrário do que se pensa, o portador de Alzheimer continua a aprender até o fim da vida. Diz Benthien: “A área do hipocampo, responsável pela memória, é a primeira a ser afetada. Esse processo não é reversível, mas o cérebro se adapta, através de um mecanismo chamado neuroplasticidade. Ele se comunica com outros departamentos e dependendo da função a ser realizada, encontra outras áreas para realizar aquela tarefa”.
O médico explica que até o estágio moderado o paciente é capaz de reconhecer cores, sons, cheiros e texturas e através deles fazer associações. “O que deve ficar claro é que o doente não deve deixar nunca de aprender, pois tudo o que não tem uso atrofia, seja um cérebro doente ou saudável”.

Cromoterapia é uma das armas para melhorar os ambientes
Cores são capazes de despertar emoções, colaborar para o bem estar e até ajudar no combate a doenças. Mito ou verdade? Ao contrário do que muitos pensam, a utilização de cores para fins terapêuticos não é um método sem embasamento na realidade e seu resultado não é apenas estético. A medicina reconhece esse papel e a cromoterapia, como é chamado o método, é muito utilizada como aliada da alopatia e da fisioterapia no combate a doenças, especialmente o Alzheimer, por estimular a visão.
A estratégia de decorar os ambientes de acordo as atividades ali desempenhadas também é válida – tons quentes para locais onde é exigido disposição, e frios para locais de relaxamento. “As cores são uma forma de comunicação, e podem estimular ou acalmar. Não é à toa que hospitais são decorados de branco e as equipes médicas vestem verde e azul, por exemplo. É porque essas cores passam uma sensação relaxante”, diz o neurologista Luiz Carlos Benthien.

Leia na íntegra: http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1120326&tit=A-memoria-se-vai-mas-o-conforto-permanece

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Resultado!!!!!

Gostaria de agradecer a participação de todos que se inscreveram no Sorteio de Páscoa para concorrer a 2 análises de Feng Shui para a sua residência!!

Agora vamos ao resultado....!!
As ganhadoras foram...

Claudia Miranda
Meire Melo

Parabéns!!!!! Vocês receberão um email com o procedimento para a análise!
E para aqueles que não ganharam... no mês de maio teremos mais surpresas!!!!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Presente de Páscoa!!!


A Páscoa tem o sentido de libertação e renovação!!!
Que tal aproveitarmos e trazermos esse "espírito" para dentro da nossa casa?
Inscreva-se até terça-feira, dia 19 de Abril, enviando seu nome e telefone de contato para schella.arq@gmail.com e concorra a uma análise completa para a sua residência.
Serão sorteadas 2 análises baseadas no Feng Shui, Radiestesia e Geobiologia.
O resultado será divulgado no dia 20 de Abril!
Participem e boa sorte a todos!!!

Análise e Terapia de Ambientes

Análise de ambientes e edificações baseadas em Feng Shui, Radiestesia e Geobiologia, visando a saúde e o bem estar dos moradores e usuários.

Feng Shui

Durante milhares de anos, os orientais utilizaram o Feng Shui tanto para aprimorar o ambiente doméstico quanto para viver em harmonia com a terra.
Feng Shui significa, literalmente “vento e água” e teve início na filosofia chinesa de cerca de 3 mil anos atrás. O antigos chineses acreditavam que a localização correta das edificações trazem uma vida de contentamento, abundância e felicidade.
Nos primeiros dois mil anos da sua história, o Feng Shui era principalmente uma avaliação geográfica da paisagem, ficando conhecido como a Escola da Forma. Depois da invenção da bússola, teve origem a Escola da Bússola que está baseada nas diferenças entre as estações do ano, os pontos cardeais, a energia solar e o próprio magnetismo da Terra, que tem movimentos opostos entre os hemisférios com a utilização do Baguá (adequado ao Hemisfério Sul). O Baguá desta escola é localizado com a bússola nos ambientes e trata da decoração segundo formas e cores dos 5 elementos, do yin e o yang, do I Ching e os trigramas como origem de áreas da vida.
Hoje em dia, estamos muito conscientes dos efeitos que o meio ambiente exerce sobre nós. O Feng Shui aliado à outras ciências, leva em conta a orientação da construção, a vizinhança, limpeza dos ambientes e a decoração dos espaços.
O objetivo do Feng Shui é mudar e harmonizar os ambientes para promover a boa sorte.

Radiestesia e Geobiologia

A Radiestesia pode ser definida como sensibilidade a radiações. Parte do princípio de que todos os corpos, objetos e ambientes emitem radiações na forma de ondas.
Querendo ou não o homem está constantemente cercado de energias eletromagnéticas, planetárias, telúricas etc..., sejam estas derivadas de instalações elétricas, satélites, microondas, redes de alta tensão entre outras fontes, o problema é que não conseguimos perceber seus efeitos ou a sua presença, até que estas venham a nos prejudicar.
A Geobiologia é a ciência que estuda as contaminações elétricas ou eletromagnéticas, os materiais tóxicos empregados nas construções e os efeitos das radiações e da radioatividade terrestre em nossas residências, às quais devemos somar aquelas geradas pelo ser humano.
Para a análise dos ambientes, serão somados os conhecimentos da geobiologia e o uso da radiestesia para o trabalho e o diagnóstico dessas áreas “doentes”.
Muitas vezes a casa ou o local de descanso e estudo constituem fatores de desequilíbrio em nossa saúde física ou psíquica. Com o conhecimento desses fatores, podemos nos proteger de seus efeitos nocivos e evitar situações críticas.

Informações: schella.arq@gmail.com ou (41) 9918-6465

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Projetos de Interiores

Consiste na arte e na prática de planejar e arranjar os espaços, escolhendo e/ou combinando os diversos elementos de um ambiente, estabelecendo relações estéticas e funcionais que dependem do fim a que este se destina.
Nos projetos de interiores busca-se a harmonia dentro dos ambientes, especificando-se móveis, objetos e acessórios, procurando conciliar conforto, praticidade e beleza. A escolha das cores, materiais, acabamentos e iluminação visa criar um espaço adequado ás necessidades, personalidade, gosto e a disponibilidade financeira de cada cliente.
Com a opção de administração da obra, são estabelecidos os cronogramas, prazos e orçamentos e coordenação do trabalho de marceneiros, pintores, eletricistas e demais envolvidos nos serviços.
Atendimento personalizado de acordo com as necessidades de cada cliente, desde uma simples consultoria até o desenvolvimento do projeto completo com todas as especificações e administração da obra.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Projeto divulgado!!!

Muito feliz!!
O meu trabalho de pós graduação foi escolhido pelo CEPDAP (Centro de Educação Profissional de Design, Artes e Profissões) para ser divulgado na mídia.
Acessem o link: http://www.talkcomunicacao.com.br/talk/pagina.php?id=3164 e confiram!